Criação de sambas enredos: relações entre modelagem e etnomatemática

Zulma Elizabete de Freitas Madruga, Adriana Breda

Resumen


Nesta pesquisa    objetivou-se analisar, desde uma perspectiva da etnomodelagem, o processo de criação de sambas enredos para agremiações carnavalescas brasileiras, comparando-os com as etapas de modelagem (matemática). Para tanto, utilizou-se o mapeamento como princípio metodológico, dividido em duas etapas: Apreensão dos dados empíricos obtidos por entrevistas narrativas realizadas com um compositor de sambas enredo; Significação desses dados por meio de análise das mesmas, buscando articulação desses resultados com o programa etnomatemática. Percebeu-se que na música há uma matemática implícita, e muito relacionada com o contexto cultural do entrevistado. Além disso, evidenciou-se que o compositor, ao criar um samba perpassa pelas fases: intenção, projeção, criação e produto, etapas estas que estão em consonância com os procedimentos empregados na modelagem na educação: percepção e apreensão; compreensão e explicitação; e, significação e expressão.


Palabras clave


Modelagem Matemática; Etnomatemática; Etnomodelagem; Cultura; Criação de Sambas Enredos.

Referencias


Albanese, V. & Perales, F. J. (2014). Pensar matemáticamente: una visión etnomatemática de la práctica artesanal soguera. Revista latinoamericana de investigación en matemática educativa, 17(3), 261-288.

Almeida, L. M. & Kato, L. A. (2014). Different Approaches to Mathematical Modelling: Deduction of Models and Student’s Actions. Mathematics Education, 9(1), 3-11.

Bassanezi, R. (2010). Ensino-aprendizagem com Modelagem Matemática. São Paulo: Contexto.

Biembengut, M. S. (2000). Modelagem matemática e etnomatemática: pontos (in) comuns. Conferência apresentada no Congresso Nacional de Etnomatemática. São Paulo, Brasil.

Biembengut, M. S. (2003). Modelagem e Processo Cognitivo. Conferência apresentada no Encontro Nacional de Modelagem e Educação Matemática. Piracicaba, Brasil.

Biembengut, M. S. (2008). Mapeamento na Pesquisa Educacional. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna.

Biembengut, M. S. (2014). Modelagem Matemática no Ensino Fundamental. Blumenau: Editora da FURB.

Biembengut, M. S. (2016). Modelagem na Educação Matemática e na Ciência. São Paulo: Livraria da Física.

Blum, W. et al. (2007). Modelling and Applications in Mathematics Education. New York: Springer.

Bogdan, R. & Biklen, S. (1994). Investigação Qualitativa em Educação. Lisboa: Porto.

Brasil. (1996). Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Recuperado em 04 de abril de 2018 de http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/529732/lei_de_diretrizes_e_bases_1ed.pdf.

Burak, D. & Klüber, T. E. (2011). Encaminhamentos didático-pedagógicos no contexto de uma atividade de modelagem matemática para a Educação Básica. En: Almeida, Lourdes M. W. Araújo, Jussara L. Bisognin, Eleni. Práticas de Modelagem Matemática na Educação Matemática (pp.44-64). Londrina: Eduel.

D’Ambrosio, U. (1986). Da Realidade à Ação: reflexões sobre educação e matemática, São Paulo: Summus, 1986.

D’Ambrosio, U. (2001). Etnomatemática. Elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica.

D’Ambrosio, U. (2005). Sociedade, cultura, matemática e seu ensino. Educação e Pesquisa 31(1), 99-120.

D’Ambrosio, U. (2010). Artefatos e mentefatos na formação de professores de Matemática: um retrospecto. Conferencia apresentada no Congresso Internacional de Educação Matemática. Canoas, Brasil.

Da Matta, R. (1986). O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco.

Feitosa, S. G. (2000). Música e Matemática: uma soma que subtrai problemas, multiplica interesse e divide melhor o resultado. Linhas Críticas, 6(10), 71-80.

Frankenstein, M. & Powell, A. (2009). Paulo Freire’s Contribution to an Epistemology of Ethnomathematics. Recuperado em 04 de abril de 2018 de http://andromeda.rutgers.edu/~powellab/docs/proceedings/paulofriere_epis.pdf

Gerdes, P. (2003). A investigação etnomatemática como estímulo para a pesquisa matemática. Disponível em: http://www2.fe.usp.br/~etnomat/site-antigo/anais/PaulusGerdes.html Acesso em 02 de abril de 2018.

Giroux, H. (1986). Teoria crítica e resistência em educação: Para além das teorias de reprodução. Petrópolis: Vozes.

Japiassú, H. & Marcondes, D. (2011). Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Larrosa, J. (1994). Tecnologias do eu e educação. En: Silva, T. T. O sujeito da educação (pp 35-86). Petrópolis: Vozes.

Madruga, Z. E. F. (2017). A perspectiva ‘etnomodelagem’ presentes nos fazeres de um coreógrafo. Revista de Educação, Ciência e Cultura, 22(2), 57-69.

Madruga, Z. E. F. (2016). Processos criativos e valorização da cultura: possibilidades de aprender com modelagem. Tese de doutorado não publicado. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.

Madruga, Z. E. F. & Biembengut, M. S. (2016). Modelagem & Aleg(o)rias: um enredo entre cultura e educação. Curitiba: Appris.

Madruga, Z. E. F.; Biembengut, M. S. & Lima, V. M. R. (2015). Das relações entre Modelagem, Etnomatemática e Carnaval: Reflexões para aplicação na Educação Básica. Fronteiras: Journal of Social, Technological and Environmental Science, 4(2), 31-52.

Madruga, Z. E. F. & Breda, A. (2017). Processos de Criação de Esculturas de Carnaval: Um Olhar sob a Perspectiva Etnomatemática. Journal of Mathematics and Culture, 11(1), 01-19.

Madruga, Z. E. F. & Lima, V. M. R. (2017). Processos criativos e Modelagem: uma investigação qualitativa. En A. P. Costa. S. Tuzzo. & C. Brandão (Eds.), Atas do 6º Congresso Ibero-Americano em Investigação Qualitativa. (Volume 1 – Investigação Qualitativa em Educação) (pp. 1968-1977). Salamanca – ESPANHA: Ludomedia.

Maturana, H. R. & Varela, F. J. (2001). A árvore do conhecimento. Trad. Humberto Mariotti e Lia Diskin. São Paulo: Palas Athena.

Meyer, J. F.; Caldeira, A. D. & Malheiros A. P. S. (Org.). (2011). Modelagem em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica.

Niss, M. (2013). Modeling a crucial aspect of students’ mathematical modeling. In: Lesh, R.; Galbraith, P.; Haines, C. R.; Hurford, A. (Eds.). Modeling students’ mathematical modeling competencies, (pp. 43-59). Dordrecht: Springer.

Ostrower, F. (2014). Criatividade e processos de criação. Petrópolis: Vozes.

Pinheiro, R. C. ; Rosa, M. (2017). O Programa Etnomatemática como uma Ação Pedagógica para o Desenvolvimento da Educação Financeira de Alunos Surdos que se Comunicam em Libras. RLE (PASTO), 10, 181-200.

Rosa, M., & Orey, D. (2003). Vinho e queijo: etnomatemática e modelagem. Bolema, 16(20), 1-16.

Rosa, M., & Orey, D. (2012). O campo de pesquisa em etnomodelagem: as abordagens êmica, ética e dialética. Educação e Pesquisa, 38(4), 865-879.

Rosa, M., & Orey, D. (2017). Etnomodelagem: a arte de traduzir práticas matemáticas locais. São Paulo: Livraria da Física.

Scandiuzi, P. (2002). Água e óleo: Modelagem e Etnomatemática? Bolema, 15(17).


Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.


Copyright (c) 2018 Revista Latinoamericana de Etnomatemática

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento 4.0 Internacional.

Revista Latinoamericana de Etnomatemática: perspectivas socioculturales de la Educación Matemática
e-ISSN: 2011-5474
Departamento de Matemáticas y Estadística- Universidad de Nariño
San Juan de Pasto- Colombia
E-mail: revista@etnomatematica.org
Sitio web: http://www.revista.etnomatematica.org
Tele-fax: (57)2+7310327

Licencia Creative Commons
Revista Latinoamericana de Etnomatemática por Universidad de Nariño y Red Latinoamericana de Etnomatemática se distribuye bajo una Licencia Creative Commons Atribución 4.0 Internacional.